UMA EXPERIMENTAÇÃO POÉTICA DE LUZES DA TUA LUZ DA TUA PALAVRA DA TUA VOZ SOMANDO-SE MULTIPLICANDO-SE NA ILUMINAÇÃO DA GRANDE PIRA. POESIA SEMPRE ACESA NA ESCURIDÃO!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
A CANÇÃO DO RIO
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
ATÉ A ROSA ADORMECIDA DA METÁFORA

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
FELIZ NATAL! RADIOSO 2009!
domingo, 19 de outubro de 2008
SERENO PENSAR
poema por CHICO STEFFANELO
Ah, minha irmã,
A tua voz é um puxão no cordão da minha alma;
Volto porque me apraz voltar,
Se não voaria por aí
A ver todas as dimensões
Vim só
E só
Voltarei
Por que ocupar-me do que pensam tantos outros
E o tanto enfadonho de tanto que pensam
O que não me apraz pensar?
Tampouco o teu pensar me faria voltar,
Mas tu, oh alma errática, saberias que o pensar é jugo,
Catenas que nos algema a chamados sem fim?
Já pensaste que a ninguém devo reparar os meus pensamentos
Contra a minha vontade sem fim de voar?
Vim só e só voltarei,
Estarei, por tanto, só
No meu derradeiro instante,
Eu juiz de mim;
Por que ocupar-me do vórtice dos pensamentos pequenos?
Ah, não fosse o Amor e eu não ouviria os gritos de ais,
Tampouco os choros daqueles que tocaram nas cordas do meu pensamento
Canções que me apraz ouvir...
Agora sabes
Que eu sei que não é bem assim;
Quebramos as cadeias da escuridão
E do jugo pesado da escravidão
Do engano na longa noite humana,
Trabalhando só;
Chegando e partindo sempre só.
Mas,
Dos grilhões que se partem,
As centelhas iluminam para sempre
A liberdade das asas, mostrando a sua beleza,
E vejo mão estendidas ao longo de caminhos tão distantes...
Sabes agora porque eu volto,
Ainda que não tenha fim
O que se descortina
Adiante de mim
Para eu poder voar.
Volto porque os laços de Luz não são cadeias
São candeias e nos alcançam
Como alcança as nossas preces
Àqueles que vão bem adiante de mim
Se me demoro é porque sou poeta
E me distraio pela eternidade
A testar o meu par de asas
Que se levanta nesta
Um pouco melhor
Das que eu tinha
No outro caminho...
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
UM OLHAR AO HORIZONTE

terça-feira, 16 de setembro de 2008
MÚSICA AMBIENTAL/YOUSSEF RZOUGA
Youssef Rzouga
Nunca é tarde
para fazer algo
atirar-se ao mar por exemplo
e por em forma, em fila, os peixes coloridos
para manifestarem-se contra o tubarão
Nunca é tarde
para vencer este complexo
de inferioridade por exemplo
subir ao trono das coisas
e fazer calar-se o cão que ladra
enquanto florescem os roseirais
Nunca é tarde
para denunciar o culpado de ontem
de hoje
feito o inocente às vezes
tocar o tambor
dançar de vez em quando
e triunfar sobre uma vida
de grande vazio
OS ESTATUTOS DO HOMEM
Thiago de Melo
ARTIGO I
Fica decretado que agora vale a verdade
agora vale a vida,
e de mãos dadas
marcharemos todos pela vida verdadeira.
ARTIGO II
Fica decretado que todos os dias da semana
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
tem direito a converter-se em manhãs de domingo.
ARTIGO III
Fica decretado que, a partir deste instante
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra,
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.
ARTIGO IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como ar confia no campo azul do céu.
PARÁGRAFO ÚNICO:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.
ARTIGO V
Fica decretado que os homens
estão livres o jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará à ser servida
antes da sobremesa.
ARTIGO VI
Fica estabelecida durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida e ambos terá o mesmo gosto de aurora.
ARTIGO VII
Fica decretao que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.
ARTIGO IX
Fica permitido que o pão e cada dia
tenha no homem o sinal e seu suor.
Mas que sobretuo tenha
sempre o quente sabor da ternura.
ARTIGO X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.
